segunda-feira ,25 junho 2018
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Alexandre Magnavita – Inversão de valores

Que saudade! onde se saía tranquilo na certeza que vivia seguro, os nossos policiais agiam com autoridade e pulso firme e harmonizavam a cidade. Os bandidos não comandavam não tinham vez, o policial era valorizado e respeitado.

Hoje, os policiais, em muitas das cidades brasileiras nem podem usar a farda para sair da residência rumo ao trabalho, alvo fácil para os bandidos. O que temos hoje? uma inversão de valores, DIREITOS HUMANOS que estão aí possuídos de amor para proteger  o malfeitor.

É certo que muitos abusos são cometidos, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, inclusive em países considerados exemplos, mas convenhamos, aqui há condescendência demais para com os malfeitores.

Os criminosos que entristecem o Natal de tantas famílias, por motivo torpe e frio, são libertados, sob o pomposo e generoso Indulto natalino, para desfrutar de uma prazerosa festa Cristã. Muitos deles, porque nos presídios mantiveram bom comportamento, saem e não voltam e acabam enlutando novamente outras famílias.

Casos em que os prisioneiros se rebelam e destroem o patrimônio público, queimam colchões como estamos testemunhando nesses últimos dias enquanto milhares de cidadãos de bem dormindo sobre esteiras, Ai aparecem os representantes dos direitos humano, com extrema hipocrisia exigindo que o dinheiro público seja utilizado para a reforma, compra de mais colchões e lençóis, justamente para aqueles que causaram danos ao erário. E mais recursos dos tributos são transferidos para cobrir aquelas compras. Dinheiro do contribuinte, daquele cidadão ordeiro, é canalizado para satisfazer o resultado de uma revolta coletiva de bandidos, quando deveriam usar esses recursos na educação, saúde e na segurança.

Enquanto isso os policiais no risco da própria vida, mata ou fere o criminoso, de imediato é obrigado a afastar-se para responder a um inquérito, em que, de antemão, em face dessa estrutura que vai erguendo templos à marginalidade, já está previamente julgado como abusiva aquela ação contra o crime; e de defensor da sociedade passam a ser “algozes” de um grupo que vinha atuando fora da Lei. É como se o crime, numa inversão de valores, tivesse passado a ser virtude ou melhor o bandido passou ser “mocinho” e policial “vilão”.

Pior, é quando o policial (civil, militar ou federal) morre em combate, resta à família ouvir discursos, cuja retórica é a frieza, e se escuta uma salva de tiros e se assiste a um enterro emocionado. Resultado: filhos sem a figura paterna ou materna, submetidos ao abandono, sem bolsas de quaisquer espécies, com dívidas a pagar, às vezes sem seguro e uma minguada pensão para sobreviver.

Por outro lado, enquanto familiares do servidor da lei choram a perda do ente querido, a família  do matador, acaso recolhido ao presídio, tem bolsa reclusão e agora com indenizações ao familiares que tiveram seus “heróis” mortos em confronto entre facções criminosas dentro de presídios, pasmem com o apoio de Ministros do Supremo, inclusive do ex-ministro relator, Teori Zavascki (faleceu em acidente aéreo), que dissera não haver dúvida de que o Estado é responsável pela guarda e segurança dos presos, enquanto permanecerem detidos.

Então sobre a ótica de uma análise legal e constitucional observamos, que os detentos realmente fazem jus a indenização, pois é dever do estado garantir a “TODOS” uma vida digna. Entretanto, se olharmos pelo lado do mundo real, não deveria então o Estado, indenizar pessoas que andam diariamente na super lotação de ônibus, não deveria o estado indenizar aquelas pessoas que passam dias as vezes meses na fila do SUS em busca de um atendimento, não deveria o estado indenizar essas pessoas que estão passando fome nas ruas, das famílias que tiveram seus entes queridos mortos justamente por esses bandidos. Pois bem, ao invés do pagamento de indenização, o Ilustre STF poderia obrigar o Estado a investir em infraestrutura e garantir um País mais humano para todos!

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